Coletânea de Poesias
Versos que navegam entre a lógica e a emoção, tecidos ao longo do tempo.
← Voltar para a página inicialLaços
Ao fim desta jornada, em versos, traduzida, Revivo cada história, cada alma querida, Um álbum de afetos, que a pena registrou, E em cada estrofe, o coração vibrou, Pois revisitar o tempo, o amor e o viver, Foi como um doce e terno renascer. Tantas veredas, destinos e olhares, Tecendo a trama dos laços familiares, Das raízes firmes, aos sonhos semeados, Em dias de luta, ou momentos dourados, Cada parente, uma estrela a brilhar, No vasto céu do nosso particular amar. Os laços de família, que o tempo não desfaz, São nosso porto, nossa mais profunda paz, O elo invisível que nos une e sustenta, A força mansa que a alma alimenta, Mesmo que a vida imponha sua distância, Perdura em nós a sua real importância. De cada história, um eco, um aprendizado, Um nobre exemplo que ficou gravado, O riso franco, o abraço apertado, O ombro amigo, o sonho partilhado, São essas joias, de imenso valor, Que moldam o nosso ser, com fé e com ardor. A saudade aperta por quem já partiu, Ou pelos tempos que a distância engoliu, Mas a lembrança, em seu calor constante, Mantém o afeto vivo e vibrante, Pois no santuário do meu coração, Reside acesa eterna gratidão. Que esta coletânea, simples e sentida, Celebre a força desta gente unida, Um tributo singelo, mas de alma inteira, À minha família, amor pra vida inteira, Pois estes laços, que a poesia abraçou, São o tesouro que a vida me legou.
A saga do sobrenome: Ficção ou Realidade?
Muitos de vocês, já ouviram, eu contar, Uma história que eu venho aqui falar, Se for verdade ou ficção, eu não sei, Ou se é uma vã lembrança, que eu mesmo criei, Derivada de algum causo, que sempre ouvi, Tentarei trazer o que lembro, nos versos aqui. Mas antes de iniciar neste intento, Quero deixar registrado aqui, esse momento. Não pretendo uma vírgula, no meu nome mudar, Mas essa história comigo, não pode ficar. São histórias que eu ouvia quando criança, E que agora, não estarão só na minha lembrança. História da família, sempre tem a sua própria ficção, Gerando em minha mente uma imensa confusão. Dizem que na Espanha a lei lhe dava a primazia, E se essa desculpa esconde o erro que eu já previa? Pois o "Bueno" de Otília, que nasceu só por engano, Foi o primeiro ato deste nosso roteiro insano. Assim, o seu "de Assis" foi por "Bueno" então trocado, Um sobrenome original que foi pelo cartório ignorado. E o "Bueno" viajou, seguindo a sua nova corrente, Chegando até Claudeti, bem mais tarde, lá na frente. Será que um erro que mudou toda uma longa trajetória? E reescreveu o rumo de toda a nossa história? Mas se no lado materno a história foi um mero acaso, No lado de meu pai, a dor não teve um só atraso. Ali, Elpídio Couto, será que era Couto? E a nobre Dona Maria, Geraram uma prole que com a dor conviveria. O meu avô ausente, uma ferida, um nó, um corte, Que fez o filho um dia desejar mudar a sorte. Pois Adão, meu pai, para curar a sua própria dor, E se afastar de um tempo de abandono e de pavor, Trocou o "Gonçalves Couto" com uma nobre crença, Por "dos Santos", buscando apagar a sua sentença. Um ato de coragem, uma busca por um novo abrigo, Deixando para trás o seu passado inimigo. E assim que o meu nome foi enfim consolidado, Com um possível erro e de um destino renegado. O "Bueno" que pode vir de uma caneta distraída, E o "dos Santos" que nasceu de uma alma sofrida. Carrego em minha essência esta estranha verdade, Mas o amor de meus pais é a minha real identidade. Então, quem eu seria, neste meu destino incerto? Se o meu nome completo fosse o exato e o correto? Será que a minha vida, teria uma outra melodia? Se "de Assis Couto" fosse a minha teórica biografia? Pois sei que um sobrenome não define o meu valor, Eu sou fruto da coragem, da batalha e de um grande amor.
Herança
Neste dia dos pais, a alma busca um abrigo, No eco da memória de um afeto antigo, Um tempo de silêncio, de um pensar mais profundo, Sobre o primeiro herói que eu conheci neste mundo. Lembro do teu abraço, que afastava qualquer medo, E de cada conselho, que era um raro e bom segredo, Teus passos em meu rumo eram a luz que me guiava, A força mais serena que a minh'alma confiava. E hoje, em minhas lutas, eu escuto a tua voz, Me dando a mesma calma, de um jeito tão veloz, O homem que me torno, em seu contínuo caminhar, Tem muito do teu jeito de sorrir e de olhar. Por isso, neste dia, eu te entrego o meu tributo, De um amor que é semente e o seu mais nobre fruto, Meu pai, a gratidão é o que minh'alma hoje sente, Um laço que nos une para sempre, eternamente.
Dez longos anos
Dez longos anos se foram em meio a tantos planos, Guardando em cada verso fragmentos de mil anos. Foi um trabalho imenso, que hoje chega ao seu final, Um testamento de alma, um laço forte e imortal. Não são apenas páginas que hoje lhes apresento, Mas a alma de uma vida e o seu nobre sentimento. É um presente que busca nossa história registrar, E o amor que nos une para sempre eternizar. E esta homenagem vai para os que estão ausentes, Mas que em cada verso se farão sempre presentes. Para o meu pai, que sei que me olha com seu brilho, E que em cada um de nós, ainda enxerga um filho. Então recebam todos este meu singelo legado, De um filho, pai e neto, que se sente abençoado. Que estas poesias sirvam como a nossa aliança, E guardem em seus peitos a nossa maior herança.
A primeira
Saí de casa, desprezado, Mas fui para a tal reunião, Com um ar de completamente despreocupado, Onde descobri a minha paixão. Cheguei lá e procurei, Amigos para conversar, Passei por ti e pensei, Eis a garota que eu vou namorar. Estava com muita vergonha, Sentia-me reprimido, Tímido e espremido, Que sua voz me ponha. Vi você dançar com um rapaz, Ele estava todo fulgaz, E eu com uma enorme tristeza, Por não ter realizado tal proeza. E parecia muito pequeninho, Tu parecias estar em Vega, Eu cheguei de mansinho, “Quer dançar com um colega”? Desde que te vi no carnaval, Não me leve a mal, Eu queria te conhecer, Para ter o prazer, De contigo conhecer o sabor, De um fruto chamado amor. Se por acaso aceitar, E querer me namorar, Eu estou muito louco, E não quero esperar nem um pouco.
E Se...
Na minha mente um pensamento à pairar, E se o amanhã, por ventura, não vier a chegar, E todas as histórias que tenho para limpar, Todos os erros que quero consertar. Todas as frases que falei sem pensar, Será que você saberá o que quis te falar, Atitudes infantis, apenas para revidar, Enquanto que no fundo, só queria te abraçar. E se por acaso amanhã eu não acordar, Como me arrependo de ter feito você chorar, Muitas coisas foram ditas, sem eu saber o que falar, Uma criança com medo, é a primeira a atirar. E se por acaso amanhã minha existência foi absorvida, Como você saberá que mudou minha vida, Que antes parecia que a essência tinha sido removida, E com certeza agora, tenho a aura desenvolvida. Então olhe para quem você ama, como se fosse a ultima vez, Amigo, filha, filho, namorada, pai, mãe, irmã ou irmão, Agradeça e diga o quanto é grato, com muita altivez, Não esconda palavras e sentimentos no coração, Pois, e se o amanhã não vier a chegar.
Procurando você
Acordo todo o dia, Pensando em você, E do por que não posso te ter. A vida é sem graça, E assim ela passa, E não consigo esquecer você. Nunca te vi, Mas sempre te procurei, Meu pensamento sempre foi teu. Seus olhos imaginários, Com um brilho extraordinário, Fazem de mim alguém que não viveu. Eu fico me perguntando, Onde é que você está, Porque ainda não apareceu. Não tem mais sentido, Esta espera tem me exaurido, O que foi que aconteceu. Já tive mil mulheres, E não te encontrei, Por que nosso amor não floresceu? Eu espero esta poesia, Encontre você no dia a dia, E que você pense no que perdeu. Que você venha pra mim, Eu quero você bem aqui, Ainda podemos ter um apogeu. Viver a nossa história, Criar a nossa trajetória, De um amor que agora nasceu.
A esperança
Mais um dia se passou, E você sequer me olhou. Mesmo que eu passe bem rente, Você não me enxerga na sua frente. O mais estranho e que não sei quem és, Se e a loira do meu lado. Ou a morena que esta com o namorado, Eu olho me viro, e só sinto o revés. Até hoje eu sempre espero, Por ti que não sei se existe. Esta duvida me deixa triste, Por sonhar em algo sincero. Eu sei que sou um rei, De uma rainha ainda não revelada. Por mais dura que seja a estrada, Minha esperança, não perderei. O estranho é que meu grito não ecoa, Parece um pássaro perdido que não voa. Assustado com o olhar perdido ao horizonte, Aguardando que o próximo bando desponte. Uma parte de mim não se completa, Tem um espaço em forma de esfera. Muitas vezes me consome por completo, Outros momentos me deixa inquieto. E assim ando e vou levando, Muitas vezes olho longe e fico divagando. Será que você esta me procurando? Ou apenas é um cara romântico sonhando.
Olhando pela janela
Eu fico muito tempo olhando pela janela, Esperando que as brisas me tragam uma bela, Um sopro de esperança para minha vida, Que me fará sorrir e ser comigo atrevida. Este sorriso, eu sempre procurei, Achei que eu já fosse um rei, Mas percebi que estava enganado, E que tudo que eu achei ter encontrado, Apenas era um obstáculo a ser vencido, E que foi apenas um período a ser vivido. Mas eu continuo sendo um sonhador, Querendo um dia, ser um cara encantador, Que eu tenho certeza que posso ser, Com aquele sentimento de sempre vencer. Mas meus pensamentos me traem, Quando eu acho que os acalmei, caem, Meu coração sente um tremendo silêncio, E este tem sido o meu grande sacrifício, Até quando ficarei esperando por ela, Eu fico muito tempo olhando pela janela.
Procurando a inspiração
O que fazer quando não tenho a inspiração, Parece que fico sem uma parte, sem paixão, As palavras não saem com aquela emoção, Eu me vejo perdido sem nenhuma noção. Assim que ando me sentindo meio robotizado, Olhando de um lado a outro, totalmente desnorteado, Sinto falta de alguém aqui, bem do meu lado, E também sinto daquele cara que ficou no passado. Então muitas vezes começo a escrever, Sem ao menos saber se um dia, se você vai ler, E tudo isto no intuito de apenas espairecer, Ou simplesmente para que você possa me reconhecer. É brabo e triste você viver a esperar, Por uma pessoa que eu nem posso sonhar, Pois a minha mente não consegue nem imaginar, Se você existe ou é apenas minha mente a esbravejar. Pode parecer meio bobo, mas é algo em que acredito, Que um dia você vai ler tudo o que tenho escrito, E saberá que tudo isto que foi dito, Era uma alma esperando apenas pelo teu grito.
Meu Conceito de Família
Meu jeito de ver família, é a chama antiga, Um lar que a muitos corações abriga, Bem diferente do que pensa tanta gente, Que a vê pequena, um núcleo tão somente. Eu prezo os laços que o tempo estendeu, Onde o carinho entre nós floresceu, Com tios, primos, que a vida me deu, Um sentimento que jamais morreu. Hoje, até irmãos, já mais crescidos, São laços que parecem esquecidos, Mas para mim, um clã assim unido, É um tesouro raro e protegido. É na partilha desta grande história, Que a alma encontra seu maior conforto, Preservo viva em minha memória, Este legado, meu seguro porto.